sábado, 20 de agosto de 2016

Epilogo


O que chamou a Clarisse não foi  o padre Roth, nem a arqueologia, nem as ciências mais o museu no Colégio Catarinense. Ele começou como começaram a maioria dos museus:  parte da aula de ciências naturais, auxiliares do método experimental, na fase da observação.. com a historia de cada objeto, a dimensão do que se vê muda a forma...dentro da  línea do tempo que contamos...

José percorreu as habitações rupestres passo a passo,....não mexeo nas inscrição nem falou delas...
não sabia como associar elas a la mulher que veio da lua nem ao colar nem a Clarisse...
"quem fez a inscrição??? um individuo....um grupo de indivíduos.....um povo...?
....e que é um simbolo.....agora que o mundo esta-se enchendo cada vez mais de argumentos explicativos....de palavras novas....todo transformando-se  redefinindo-se"
 José se sentia do lado dos  silenciosos....dos que veiam passar entendendo sim saber que fazer....
-uma ideia une dos mundos: o material e o inmaterial...- lhe dizia a Hortência enquanto degustava o prazer de sentir-se olhado
-mas é certo!-exclamava Hortência
-e que é um desenho Hortência me diga?
-é uma ideia José!
-viu?
-é claro!


Voltou-se a sentir inspirado...pensou de novo no colar na semelhança que possuía com a inscrição rupestre e no que podiam  dizer das coisas invisíveis como o temor ou o medo ou o amor....
Hortência o inspirava porque simplesmente ela era  quem estava faltando para as coisas serem como são....o dia que levou a Hortência visitar as ruínas e sua floresta interior encontraram dos fosils...imediatamente chamaram a Clarisse e a equipe do padre Roth.
A equipe Catarinense  estava envolvida com outros fosils e não havia outras equipes para pesquisar de maneira que rapidamente se chegou a conclusão de que eram homens-sambaquis como os que habitaram por a região sul...
...choveu e choveu e os fosils não puderam ser removidos e quando a chuva parou e pudo voltar a explorar-se,os ossos não estavam mais
os habitantes do lugar  se mudaram em sua maioria por causa das chuvas que não queriam obedecer nenhum padrão nem para começar nem parar
Lavanda morreu, se enveneno por acidente...
José foi ficando cada vez mais pobre mas nunca le faltou nada pra viver. Hortência ficou a seu lado. El lugar como era deixo de existir.
Não ouve demostração de que sucedeu.
Montezuma ficou sendo famoso e o simbolo possivelmente queria dizer:
"Cuidado a àgua"

Poema para hortencia

quando parpadea o olho
no vazio sempre igual da estepa
ou sacudida pela tempestade
sempre ahí
lua.




final



quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

PARTE I



Não parou de chover em 345 dias e no dia 365 quer dizer, 20 dias depois, no período que os nativos daquele lugar chamavam de tempo morto, começou a soprar vento.
Para o vento os nativo tinham um símbolo e para o tempo morto outro.
Os primeiros desenhavam símbolos nas pedras e ensinavam a alguns o poder do símbolo.

Toda terra está entre aguas.
Entre as aguas moramos. Na terra.
Onde a sombra marca as horas existe este lugar
 Uma pedra na floresta em uma montanha de America do Sul.

Os primeiros a encontrar esse sitio foram simples trabalhadores do povo Inca. Eram os que construíam caminhos obedecendo ordens do senhor Moctezuma, como em todas as civilizações escravos ate a exaustidão.

Não se sabe se foi o símbolo que os chamou, mas eles viram, e se desviaram das ordens de Moctezuma para ver melhor, e estranhamente foi como que se fizeram invisíveis porque ninguém os viu alejarse e eles não voltaram mais.
Chegaram a uma pedra onde havia um desenho, nas fendas do desenho haviam crescido uma comunidade de fungos de maneira que o símbolo passava desapercebido. Mas quem o observava atentamente podia perceber que a inscrição eram na verdade duas inscrições superpostas e que entre uma e outra havia um espaço onde uma pessoa podia passar e foi assim que os escravos puderam oculta-se da escravidão.
Andaram pela passagem que era uma caverna e que pronto se revelou o complexo sistema de habitações rupestres.
Descansaram ate que a fome os impulsionou a entrar mas profundo na caverna que não foi caverna mas túnel, porque tinha saída no final e  unia duas montanhas.
Se alimentaram de pássaros e ao morrer o lugar se esvaziou.


PARTE II


MOMENTO I

Viu o colar e o achou um trabalho impecável....mas sobre todo o atraiu o símbolo...
-dizem...-dijo o dono da loja -que nas florestas de América do Sul existem inscrições na pedra com esse símbolo...é uma peça com sentido

Se instalou um novo mundo dentro de sí, iniciado de incógnitas. Mundo que a imaginação foi tornando cada vez mais importante na medida que o cotidiano se mostrava estéril.
Sua mulher cada vez mas se dedicava a seções espíritas. Os negócios iam bêm e ele nunca teve afão de multiplicar  lucros quer dizer que não ocupava tempo em pensar como investir....para alguns era um homem medíocre.

Os pais de José se conheceram o dia que o povo ingles saiu as ruas para bater palmas a o sino de tres toneladas sendo transportado ao parlamento. O bing bang.
En verdad os ingleses tem sido um povo dado ao romanticismo. É normal dizem os arqueólogos encontrar fosses enterrados em pares de mãos dadas em Inglaterra.


MOMENTO II


Comprou o colar Sul-Americano na loja de peças raras, objetos que expedições arqueológicas não consideravam importantes
...mas como...? porque um colar como esse não despertaria interesse para a comunidade científica...?
Olhou o símbolo gasto da peça....o símbolo não era a parte em destaque do colar ...o símbolo estava inscrito na oitava conta de pedra...
Olhou para o vazio...

fazia um tempo que dentro dele havia desgosto...desejo insatisfeito....algo chamando a ele mesmo...
esse impulso molesto o levo a caminhar...primeiro pelos arredores da casa nos dias domingos...depois pela cidades....mas tarde começaria a viajar...

Foi mas e mas se dedicando a caminhar e pensar. Ao prinsípio levava sempre un libro e quando ia pra cidade comprava  um novo, mesmo usado; depois os livros foram substituídos por objetos de sua atenção.

Sua mulher também mudou. No começo falavam bastante sobre as reflexões ocorridas a mente dele enquanto andava.
Os momentos que ele passava caminhando pareciam ser tão plenos que se  irritou...depois caiu na reflexão também... ao final se dedicou às amigas de classe alta...

Aquele atardecer que adquiriu  o colar os pensamentoscom vontade de se expander o levaram ate a zona portuária.
Britânia é um archipielago... temos haver com o mar penso José , mas sua família tinha haver com a combustão. Seu elemento era o fogo...e a terra, já que o carvão  alimenta o trem.
Ele era quarta geração de engenheiros mas se sentia ligado às aguas...
Josué olhou a penumbra....seu ancestral na era paleolítica olhou igual...

José entrou se querer numa rua sem saída de pavimento romano no bário portuário...ao final da rua havia uma casa escura de um quarto só onde uma mossa ascendia uma luz frágil a fin de ler.
 José voltou seu passos.
 Ao chegar em casa escuto sua mulher dizer que estudava o mundo dos mortos com suas amigas para ter certeza que ao morrer poderia continuar tendo contato com ele e pensou que se Henrique VIII havia podido se divorciar ele também podia...só precisava abandonar o que lê restava ainda de puritano.


MOMENTO III



-Dizem que um Irlandês se lo distingue por meter se em confusão mas um inglês pela confusão de seus pensamentos...
Ele sorrio
-Acredito seja porque uma das fronteiras de nosso pais é o fim do mundo- dize José.
-Amigo não eres o primeiro homem a querer viajar nem o primeiro a se divorciar...vás pra onde...e quando...
-eu não sei...quero estudar...

-...porque não embarcamos para Stonenhenge...? si preferes podemos ir pra Crimeia....dizem que um cometa vai passar...!!!
-se for assim melhor viajar para Stonenhenge....-dize José e pensou nas pedras no sol na lua e nos cometas....

Sim...erão dias de agitação mental...dias e noites...mas José sempre foi assim, tal vez todo mundo seja assim....tal vez o desejo mais forte de todos seja ser fiel a imagem que vamos fazendo de nós...

nós mesmos
nós proprios


Nossa imagem muda assim como todo muda e José estava intrigado com a rotação do eixo terrestre...por isso se comunicou  com Matheus seu amigo formado em geologia...
-o eixo da terra muda de tempo em tempo....cada 26 000 anos imagina!!!...cada 26 000 anos ele da una volta completa sobre sí mesmo
- e mesmo...?pensei que isso levava 24 horas!!!!
Matheos já tinha passado por un momento parecido.

Quando dize para Ana que viajaria com Matheos para Stonenhenge Ela dize que iria também, e que seria sua primer viagem de mulher divorciada.
José não teve como recusar mas le advertiu que não podia le dar atenção e ela dize que tinha suas próprias cosas em que pensar.


FINAL DA SEGUNDA PARTE


-querida, lo creias ou não...são ondas expressionista o que te estão atingindo
-que dizes Marion?
-deixar os sentimentos modificarem a realidade é uma visão de mundo expressionista...é e a maneira que José se está comportando.
Ana ficou olhando o desenho que tinha entre as mãos e conseguiu identificar-se com a angustia existencial.
-Querida vem comigo para Oshlon....o que te esta acontecendo...é uma revolução.... algo grande que a arte da própria vanguarda expressa....tens que conhecer essas pessoas Ana...vás a entender que eres parte de una visão maior de mundo......e uma outra dimensão da realidade...ana tu és especial!!!
Ana entendou....
-vou com ele ate Stonhengere e depois vou te visitar na Alemanha prometo.....sera bom escrever durante um tempo....obrigado Marion....
Ana de fato foi pra Oshlon onde conheceu o mundo expressionista das artes plásticas....fez uma coleção de desenhos de Stonhengere onde arredor dos megalíticos havia centenas de esqueletos  mortos. 
Os desenhos de Ana ficaram décadas guardadas dento de uma gaveta escondida de um móvel  inglês. A gaveta onde se guardaram os desenhos era fechada com uma chave minúscula de ferro bem bem pequena, guardada em outra gaveta pequena do mesmo móvel inglês que acompanhou Ana ate o final de seus dias.

Depois da viagem, José percebeu que havia sido roubado.
-Sumiu meu colar- murmurou....então teve certeza que Ana tinha pegado a peça...ele não tentaria recuperar...depois pensou que o ladrão fosse seu amigo Matheos...mortalmente intrigado pela curiosidade que o colar despertou nele o roubou....
de todas maneiras....decidiu não fazer nada...tal vezes ele mesmo o perdeu....

O símbolo o abandonou-pensou.

 O colar foi achado numa escavação a década 20 do século xx e demorou cinco anos em chegar se a conclusão  que o colar não tina nada a ver com os megalíticos nem pertencia a cultura de vestígios encontrados ate o momento.

José passou os primeiros anos  a seguir desenhando o que lembrava do símbolo. Fez alguns desenhos do colar inteiro também mas se concentro na oitava conta. Recorreu universidades, bibliotecas e casas de antiguidades, museus reunindo informação finalmente reconstruiu os portos e embarcou para América do Sul, sozinho.


PARTE III



MOMENTO PRIMEIRO


Quando chegou a América do sul. José falando um bom Espanhol. 
Chegou sete horas segundo o Big Bang.
-desculpe mossa, uma informação....
-vai reto, sempre em silencio.
A mossa no se deteve.  José a seguiu de perto ate ela entrar no colégio.
Jose tomo café, comprou cadernos e esperou, quando meio dia, ela saiu da escola, se le apresentou mas não falou.
A mossa virou se foi andando ruas acima e entrou numa farmácia.


-Faz algo por mim Lavanda-dize Clarissa...
-farei

Era a hora crepuscular, Clarissa entro na mata e pegou o caminho estreito
Ao chegar...tinha os olhos vermelhos...de cansaço....


MOMENTO SEGUNDO

José a seguiu...esperou horas enquanto Clarissa estava dentro da farmacia e a seguiu...entrou numa trilha mata acima  e virou  para esquerda e  de novo a esquerda e por terceira vez pra esquerda....então José entendeu que era quase noite e se não volta-se a urbanização iria se perder para sempre...


Foi triste s volta. E mas triste quando segunda feira não a viu aparecer....nem terça nem quarta ate que na quinta  viu uma mossa de marrom e cabelo marrom e se deu conta que era sua amiga com uma cor de cabelo distinta....
Le voltou a anima.... por fim le perguntou
-Por favor...uma informação....
-pois não?...
-preciso orientação...
Ela virou o rosto 45 grados a direita.
- você falou a palavra correta...conheço alguém que pode ajudar se chama Lavanda!
-quando a conhecí....voce falou como virgilio...
-como Virgilio não....como Atenas-dize Clarissa



MOMENTO TERCERO



Foram ate a casa que  de Lavanda e ela falou ass
-a agua é um elemento que possui suas caraterísticas...agua é pesada
-como a chuva
  José se surpreendeu ao olhar Clarissa. parecia de onze anos
-A agua é um elemento pesado.
Mas um sorbo de chá
-Precisa entender....e conhecer...as caraterísticas de cada elemento José.

agua-vapor-chuvia
sol

MOMENTO QUARTO UM QUARTO DE MOMENTO


José se sentou em seu quarto. Lembro seu vô dizendo
-meu neto...temos que sentarnos a pensar vem câ....
Uma vez le perguntou
-temos o não temos que ir viajar longe bem longe?
José pensou muito rápido
-temos-dize...mas o vô meneava a cabeça de direita a esquerda
-você não está pensando.

Agora pensava mas divaga
Ferve-o à agua.
 José estava cheio de ideias.
 Voltaria para a farmácia e casa de Lavanda.


José gostava  de correr porque isso le acelera o pensamento.
Clarisa também gostava de correr, mas sempre fosse de óculos escuros, usava lentes verdes igual que Nero.
normalmente quando corria se le dava por escrever poesia com o pensamento. a José le acontecia algo similar só que ele era más narrativo


E meia da hora desse dia José andava a pe. Clarissa corria e ambos pensaram na Lua e de dedicaram belas palavras.


Se move a Lua?
a terra tem varias foras de move-se
e sobre a superfície
estou sempre acá,
não posso ir pra cima,
mais um dia
voarei.....



-Eu já não me pergunto quem sou, mais pra que estou aqui..
A água ferve-o...
-que faz aqui José?
-sou pesquisador
Clarissa entrou. Trazia materiais para construir um herbário. Ela e Lavanda passariam um tempo na natureza colhendo amostras, José rogou as mulheres para ir juntos.
-é porque me interesso nas orquídeas -mintiu
o chá estava na messa.
- José não mais se pergunta quem é....mais para que esta aquí...perguntei a ele  para que está aqui e ele  responde-o com sou pesquisador.....agora....
beberam
-você é o que você faz... parece....
-não tudo
olharam para Clarisse
-não somos tudo o que fazemos....o que fazemos não nos expressa plenamente...nem tão fielmente
silencio
-é por isso que estou aquí....!.

José e pus em pé...se despediu educadamente e caminhando com pensamentos lentos, parecia ter chegado a um lugar profundo na reflexão.....
"minha pesquisa tem haver com o destino....-olhava envolta estranhado...
"-vou construir meu destino....posso???
"-será qué....????
....o farei bêm.......?"
teve pesadelos..
Acordou com cachorros e não com galos e isso para José era sinal de mal augurio.
foi com calma..
."para construir um destino preciso ler o mundo invisível", ecribiu
existem sinais
precisava ficar atento...
caia chuvisca mais saiu correr mesmo assim ...lá na Europa caminhava....
de tarde foi na biblioteca....leiú as  cartas dos colonizadores....


Quanto tempo passo indo na biblioteca não saberia dizer....mas de novo tudo mudou....
esta vez dentro de si se instalou um peso.
O próprio peso.
 Ele tinha perdido o colar....e tm tinha deixado os desenhos de lado.
Ele dize que queria estudar mais não tinha ido para academia antes, fui atras do invisível o inconexo e inexplicavel.
 Tinha mentido para Clarissa e Lavanda sobre a pesquisa de orquídeas....
Por um momento sentiu que não sabia mais o que queria.
O peço
das coisas
o peso
da vida
........onde estão os sinais José?...não tem sinais.............................................................................

Saiu da biblioteca e se propus ir na casa de Lavanda....
se apresou
se angustio... não se reconhecia...ele experimentava outra especie de fenômeno cognitivo....não se interessa com causas republicanas nem divinas nem com comercio... 
mas se pode conhecer alguma coisa que no esteja no mundo visível?
e que sentido tem conhecer algo que no pertence a este mundo se nós mesmos estamos neste mundo.........

onde esta a porta?

-Entre José....você e bemvindo....experimente um pouco de cha!.....e olhe estas pétalas de flor....são comestiveis.....deseja?

V-momento de lua cheia



da onde veio a água?
hábia lua nova mas José se interno na mata com lanternas, tinha certeza que ja tinha um protótipo de lanterna no Egito, de qualquer forma ele queria de una vez expandir sua consciência; uns dias antes tinha preparado o lugar onde junto lenha para acender fogo.....já conhecia bem a trilha, e poco depois estava lá....fogo acendido olhando o céus por entre a mata fechada, em verdade ele se protegeo entre unas pedras...
Muitas coisas vieram do espacio e tem muitas maneiras de aprender as coisa...
José trouxo unas ervas que Lavanda lhe deu para fazer chá,
depois do chá,
escutou os inúmeros sons da natureza....suas sensações não eram agradáveis estava nervoso mas decidido a vencer-se a se mesmo....o tempo...passava muito lentamente essa noite e o fogo foi seu amigo o envolve-o com o calor das chamas e  adormeceu...



Nas primeiras luzes da madrugada sem lua José abriu os olhos.O som da natureza o acordou.
Naturalmente levou os olhos para acima e percebeu que tinha frio, na sua frente a dez passos havia pedra que parecia inscrita.
As primeiras luzes deixava todo violeta antes do azul. José fixo os dos olhos em um punto e perciveo um espacio entre as pedras e soube que o espaço realmente existia porque projetava sua sombra e sem pensar uma vez penetro na caverna.
Em seguida saiu....se afastou uns passos....pego as lanternas de velas
não pode se ter medo
da natureza pensou


penetrou no interior
conto quinze passos todo estava obscuro, se sintiu observado....se le agudizou a percepção e ouviu alguem ...
volto
en sí
para a urbanidade
para seu cuarto
para
dentro de sí
de novo
e durmiu uma semana


O coração ficou prendido durante quatro luas ate de novo os dos se encontrarem na cheia
-quem eres?-pergunto José
-sou eu

O que acontece-o é que falaram um com outro pelo pensamento 
os antigos creiam que as palavras se propagam pelo vento...
as palavras encantam a alma .....que constroe objetos irreais e anseia quimeras
andaram por o lado obliquou do universo aquele que se abre em todo seu esplendor e se vá,
e foi real porque quando se vai,
ainda tá lá

a imagem perfeita do que não existe
o mistério entre nós...

O rostro da mulher na lua eclipsou a descoberta da gravura rupestre.....era parecida com a gravura do colar....do colar que agora tinha chegado às estrelas...



Ultima Parte

 IV


I


Clarissa olhou pra José. Se encontraram na biblioteca, ela estava no umbral ainda.
_Clarissa!- A observou  abrindo e fechando os olhos.
Clarissa se afastou da porta. José andó um poco com ela.
-e como vá sua pesquisa com as orquídeas? estou curiosa!
José se olho....porque tinha inventado uma mentira tão longe da verdade? 
-Lavanda convidou um amigo a passar uns dias conosco José, o Padre Roth ele também pesquisa orquídeas....e ele virá....- Brilhavam os olhos de Clarissa, queria dizer muito mais. 
José observo as cosas....no pudo concentra-se nos livros...

II

O Padre Roth nasce-o no município Encantado, em uma pequena colonia  elevada a vila em 1934.
As terras tinham sido doadas por um Marques a os colonos.
O padre Roth entrou no seminário e se tornou filosofo.
Lavanda conhece-o ao padre Roth em uma cátedra de Ciências Naturais, desde lá intercambiavam correspondência apenas trocando informação mais desenvolveram uma amizade profunda. Apesar da familia de Lavanda ser Luterana ela não adoraba nehum Deus.
Quando leiú Darwin se despertou nela um sentido cósmico da evolução...mas não foi longe nesses pensamentos...seu mundo era vegetal.


O Padre Roth era um homem bem alto. José não conseguia pensar em outra coisa a não ser o que não sabia das orquídeas, sim embargo não se falou de orquídeas mas de arqueologia. O  Pader Roth acabara de adquirir uma coleção de cerâmica guarani.
-Estou a organizar um museo.
José queria falar mais não tinha nada concreto a dizer.
...Se tivesse o colar na suas mãos todo seria diferente.
Clarissa tinha os olhos como fogo; viajou duas noite apos a formar parte da equipe de estagiários do Padre Roth.

A biblioteca para José se voltou fria e começou a percorrer palmo a palmo o abrigo de pedras.
Em pouco tempo já conhecia vários tipos de aranhas e aves, araras, tucanos, macacos, rãs, grilos, gambas, tatus, tamanduás...tartarugas...levava lápis papel e desenhava as coisas da mata...
não havia mais inscrições e o tempo parecia ter parado
tempo morto penso José
começou a chuva

III

De que trabalha Josef?
José não a corrigiu
-vivo de herança-dize. Observou de  novo a reação que provocavam essas palavras em todos. Ela sorriu e disse oh! como muitos.
-você e nobre?
-Não...
-que sorte
-sim....que sorte
passaram alguns segundos.
-e porque você não se tornou um engenheiro?
Olho para a mulher
-nunca quis construir nada....meu pai passava construindo tudo...
Hortência olho para José e pensou que era inteligente. Ele a seguia com a mente...
Um dia Hortência viu os desenhos dele...
Ela o levava a perceber sua mortalidade.



Hortência morava do outro lado da cidade , cuidava de uma tia doente. Comprava ervas de Lavanda, mas José não soube disso ate depois.
Se conheceram na biblioteca.
Quando José viu o livro que ela levava nas mão saltou em sí.
-Gosto de Orquídeas-dize ela!
-Creiame-dize José-...gostaria de conhecer mais!
-As que mais gosto são de Nepal-dize Hortência
-...poderíamos estar rodeados de novas especies ainda não foram descobertas por nós!
Hortência piscou os olhos
-oh!-isso pode ser verdade!
José sorriu
-isso saberemos num futuro
-Oh- respondeo Hortência- pode ser que não saibamos
José abriu os olhos
-pode ser de fato....que não cheguemos a saber....




Epilogo


 O que que chamou a Clarisse não foi nem o padre Roth, nem a arqueologia, nem as ciências mais o museu no Colégio Catarinense. Ele começou como começaram a maioria dos museus: eram parte da aula de ciências naturais, auxiliares do método experimental, na fase da observação.. com a historia de cada objeto, a dimensão do que se vê lhe muda a forma...dentro da  línea do tempo que contamos..



José percorreu as habitações rupestres passo a passo,....não mexeo nas inscrição nem falou delas...
não sabia como associar elas a la mulher que veio da lua nem ao colar nem a Clarisse...
"quem fez a inscrição??? um individuo....um grupo de indivíduos.....um povo...?
....e que é um simbolo.....agora que o mundo esta-se enchendo cada vez mais de argumentos explicativos....de palavras novas....todo transformando-se  redefinindo-se"
 José se sentia do lado dos  silenciosos....dos que veiam passar entendendo sim saber que fazer....
-uma ideia une dos mundos: o material e o inmaterial - lhe dizia a Hortência enquanto degustava o prazer de sentir-se olhado
-mas é certo!-exclamava Hortência
-e que é um desenho Hortência me diga?
-é uma ideia José!
-viu?
-é claro!


Voltou-se a sentir inspirado...pensou de novo no colar na semelhança que possuía com a inscrição rupestre e no que podiam dizer das coisas invisíveis como o temor ou o medo ou o amor....
Hortência o inspirava porque simplesmente ela era  quem estava faltando para as coisas serem como são....o dia que levou a Hortência visitar as ruínas e sua floresta interior encontraram dos fosils...imediatamente chamaram a Clarisse e a equipe do padre Roth.
A equipe Catarinense  estava envolvida com outros fosils e não havia outras equipes para pesquisar de maneira que rapidamente se chegou a conclusão de que eram homens-sambaquis como os que habitaram por a região sul...
...choveu e choveu e os fosils não puderam ser removidos e quando a chuva parou e pudo voltar a explorar-se, os ossos não estavam mais
os habitantes do lugar  se mudaram em sua maioria por causa das chuvas que não queriam obedecer nenhum padrão nem para começar nem parar
Lavanda morreu, se enveneno por acidente...
José foi ficando cada vez mais pobre mas nunca le faltou nada pra viver. Hortência ficou a seu lado. El lugar como era deixo de existir.
Não ouve demostração de que sucedeu.
Montezuma ficou sendo famoso e o simbolo possivelmente queria dizer:
"Cuidado a àgua"




Poema para hortencia

quando parpadea o olho
no vazio sempre igual da estepa
ou sacudida pela tempestade
sempre ahí
lua.




final